quinta-feira, 30 de julho de 2009

Desligue o PC e vai ler - Parte 2

Há meia hora terminei de ler mais um livro.
Eu já tinha decidido falar sobre um outro aqui hoje, mas ao término de "Sua resposta vale um bilhão" achei melhor adiantar e recomendar logo este livro indiano que teve sua adaptação para as telas premiada com o Oscar de melhor filme e diretor, entre outras categorias (8 estatuetas no total).
O filme é dirigido por Danny Boyle, um inglês responsável por outra adaptação de um dos melhores livros que eu já li: "Trainspotting" (falarei dele mais pra frente) e isso fez com que eu fizesse algo que normalmente não faço: ver um filme antes de ler o livro que o originou.
Gostei bastante do filme, mas não chega nem aos pés do livro. Não sei por qual motivo, mas o roteiro foi bem modificado comparado ao seu inspirador. Talvez tenha sido uma exigência da produtora, ou apenas uma vontade do diretor (Boyle perdeu pontos comigo, rs). Enfim, se você já viu este filme, leia o livro também e terá grandes surpresas.

A história gira em torno de Ram Mohammad Thomas que está preso após ganhar um prêmio de 1 bilhão de rúpias em um programa de perguntas e respostas na TV.
O motivo da prisão é de que não é possível um mero garçom de apenas 18 anos, que nem fez o primário, saiba respostas para perguntas como quem inventou o revólver ou qual o menor planeta do sistema solar, por exemplo.
Uma advogada surge disposta a ouvir versão de Ram para poder de alguma forma defende-lo. Nem ela acredita muito nele.
Ram começa a contar coisas sobre sua vida e pergunta a pergunta vai mostrando como sabia as repostas. Uma história envolvente muito bem escrita por Vikas Swarup.

"Sua resposta vale um bilhão"
Vikas Swarup
Ed. Cia das Letras
R$ 37,00 (em média)

Para navegar ouvindo - Parte 3

Mais uma vez vou colocar um video de uma cantora aqui nos meus preferidos.

Sempre gostei muito de vocal feminino e atualmente, acho que há grandes cantoras por aí.

Esta não é muito conhecida pela galera em geral, mas nada que a desabone. Estou falando de Cat Power, nome artístico usado por Charlyn Marie Marshall.
Cat é uma cantora conhecida nos EUA (país onde nasceu) e já deu as caras aqui no Brasil em 2 oportunidades.
A primeira, em 2006 no palco do Sesc Consolação (não fui pois não a conhecia muito) e a segunda vez no último dia 18...e eu novamente não pude ir por falta de $$$. Pois é, o mundo não é muito justo algumas vezes. :-(

Cat Power gravou seu primeiro cd em 1995 e depois deste já lançou mais 7 (Jukebox de 2008 é o mais recente).
A música que posto aqui é a minha preferida e é a que dá nome ao penúltimo cd da cantora: "The Greatest" lançado em 2006.

É possível também vermos os seus dotes de atriz. Isso mesmo, em 2007 ela fez uma participação (pequena, mas muito legal) no filme "Um Beijo Roubado" do diretor chinês Wong Kar-Way e protagonizado por Norah Jones (outra ótima cantora). Filme recomendadissímo por sinal.
Espero que gostem da música.

domingo, 26 de julho de 2009

A arte em quadrinhos - Parte 1

Após 2 semanas de inatividade, volto a postar aqui para inaugurar uma nova seção do blog, onde recomendarei alguns quadrinhos que fazem a minha cabeça.

Pra iniciar, eu escolhi "Persépolis" de Marjane Satrapi, que de forma aubiográfica conta a história da revolução islâmica que teve início em 1979 com a queda do xá iraniano.

O bisavô de Marjane foi um imperador na Pérsia antiga e ela cresceu em uma família ocidentalizada e bem moderna para os padrões do Irã.
Quando os extremistas assumem o poder, muita coisa muda para Marjane e sua família, e não falo apenas no fato de as mulheres serer obrigadas o usar véu e não poderem consumir produtos estrangeiros por exemplo. É uma mudança que acarreta em algumas tragédias para os Satrapi, que decidem mudar Marjane para a europa, na Áustria, após muitas pessoas morrerem no país e os assassinos usarem como "desculpa" que estavam matando em nome de Deus e da justiça.

No decorrer da história vamos presenciando as situaçãoes que Marjane viveu até ir para o exílio na europa e também vemos sua estadia no velho continente e nos emocionamos com muitas passagens, assim como rimos em tantas outras, pois a narrativa conta com elementos de sarcasmo e humor para descrever os eventos políticos do país. Marjane escreve com muita sagacidade e envolve o leitor.
A arte também é feita por ela, toda em preto e branco. São traços simples, mas que dizem muito.

Persépolis foi lançado em 2001 na França por uma editora independente e logo se tornou sucesso nacional e internacional. Lançado em 4 volumes, assim como na europa, teve sua primeira publicação no Brasil em 2004 pela editora Cia. das letras.
Em 2007 é lançado o filme, em forma de animação, no festival de Cannes e lá é premiado pelo júri.
Este fato contribuiu para que a Cia das letras lançasse no Brasil uma edição contendo os 4 volumes (bem mais barata).

Uma história em quadrinhos bem adulta, com um assunto que até hoje tem suas discussões.
Enfim, uma daquelas que vale a pena ser lida.

Persépolis em volume único.

"Persépolis"
Marjane Satrapi
Ed. Cia das Letras
R$ 41,00 (volume único)
R$ 30,00 em média cada volume separado

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Hoje é dia de Rock!!!

Desde 1985, quando Bob Geldof resolveu se mobilizar com seus amigos músicos contra a fome na Etiópia com o festival "Live Aid", este se tornou o DIA MUNDIAL DO ROCK.
Óbvio que o rock tem muito mais tempo do que estes 24 anos, mas a simbologia que o Live Aid teve ajudou muito a visão que se tinha sobre esse ritmo.
Todo mundo gosta de um bom rock, nem que seja uma música dos Beatles para aqueles que se dizem anti-rock.
Não existe um anti-Beatles!!! rsrs

Claro que os Beatles são a maior banda de rock que já existiu, mas pra este post escolhi um cantor um pouco mais antigo, e que também é muito importante para esta história tão grandiosa.
Senhoras e Senhores: Elvis, the Pélvis cantando Jailhouse rock

domingo, 12 de julho de 2009

Para navegar ouvindo - Parte 2

Das que ainda estão na ativa, PJ Harvey com certeza é minha cantora favorita.
Britânica da cidade de Dorset, Polly Jean Harvey lançou seu primeiro cd, Dry, em 92.
Após o reconhecimento já no disco de estréia, ela lançou outros 7 trabalhos com maior sucesso a cada um deles.
A cantora alia o sucesso de público ao da crítica no Reino Unido (no Brasil ela não é tão conhecida, infelizmente).

Esta música que mostro aqui, "Shame" está no cd Uh Huh Her de 2004, meu prefrido. Ouçam se curtirem o som.

O post é dedicado ao meu amigo Douglas, que me disse ha uns dias que é muito "fechado" no que se refere a músicas mais alternativas e não se interessa tanto em buscar conhece-las.
Douglas, Gun's and Roses é bem legal, mas também vale ouvir outras coisas, hehe.

A baixa gastronomia da cidade - Parte 1

Se alguém se deu ao trabalho de ler o perfil deste que vos escreve, já sabe que sou um fã de lanchonetes, principalmente das hamburguerias, e nesta seção irei tecer minhas opiniões sobre os lanches provados pela cidade.

Pra começar falarei da lanchonete que frequento a mais tempo: a "Burdog".
Casa inaugurada em 1968 com o nome "Chico Hamburguer", rebatizada como "Burdog" em 1975 após a separação dos sócios.
Possui 2 unidades, uma na Av. Dr. Arnaldo e outra na Av. Santo Amaro (esta ainda não conheço).
Vamos aos lanches:
Minha pedida certa é o cheese salada (foto abaixo), que até hoje nunca me decepcionou. O hamburguer vem sempre bem temperado, com 2 rodelas fartas de tomate e folhas de alface frescas. O queijo é na medida, não fica enjoativo, e a minha parte preferida do lanche: a maionese (sempre peço uma porção extra, rs) é deliciosa, simples e leve.
Uma boa pedida pra acompanhar é a porção de fritas (a grande serve até 4 pessoas), e uma coca gelada (a casa só trabalha com refrigerantes "Coca-cola company"). Há também variados sucos e os clássicos milk-shakes (nunca os provei devido ao preço, em média R$ 18,00 cada), que ouvindo relatos vale o valor cobrado.

Acredito que muitas pessoas já conheçam a casa, tendo em vista o quanto ela é tradicional na cidade, mas se alguém gostou do que leu e quiser experimentar, vale a pena.
Cheese salada + porção de maionese

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Seriados: Para começar, o melhor.


A minha está completa.


Se eu pudesse elencar as qualidades que o dvd trouxe pra nós, com certeza o fato de podermos comprar as temporadas de todas as séries que passam ou passaram na tv teria a primeira colocação.

Nenhum filme, livro ou peça de teatro me emocionou mais do que este seriado que venho indicar neste post. Estou falando de "Six feet under" (no Brasil, "A sete palmos")
A série teve início em 2001 nos EUA, e seu fim após 5 temporadas ocorreu em 2005.
Conta a história de uma familia, os Fisher, que tem uma agência funerária, comandada pelo chefe da casa, Nathaniel Fisher, que falece já no primeiro episódio.
Fazem parte da familia também a esposa Ruth, uma mãe dedicada mas que nao consegue muito se aproximar dos filhos, David o filho do meio, braço direito do pai na funerária, Claire, a caçula cheia de aventuras e confusões que só os adolescentes podem proporcionar e Nathaniel Fisher Jr., o filho mais velho que nunca gostou de trabalhar com o pai e foi morar em outra cidade logo depois da faculdade.
No primeiro episódio, Nate Jr. está vindo passar o natal com a familia e no aeroporto já recebe a notícia do falecimento do pai.
A partir daí temos o enredo pra série se desenrolar. Nate deve ficar e ajudar o irmão no comando da funerária mesmo não gostando ou deve seguir sua vida longe?

Cada episódio começa com uma morte, (há as mais variadas possivéis, estúpidas, tristes, naturais etc.) claro que de um "cliente", e elas normalmente dão o tom do episódio. Muitas vezes os personagens se "pegam" conversando com os falecidos e buscando respostas para seus próprios dilemas.
Há de tudo nesta trama, drogas, homossexualismo, dramas familiares, conflitos internos, humor, tragédia e muito mais.
Ao longo das 5 temporadas vamos ficando mais intimos do Fisher's e das pessoas que fazem parte de suas vidas, talez isso ocorra pela identificação que a série nos proporciona.

Não vou conseguir expôr aqui tudo o que senti vendo este programa, posso apenas dizer que vale muito a pena ser conferida. E se por acaso você nao gostar, dúvido que vai achar que perdeu seu tempo. Pode simplesmente não acompanhar mais, mas é quase certo que vai lembrar de alguma passagem de algum episódio como que por mágica, rs.

Quem já conhece pode dizer se concorda e o que acha dela. Vou adorar ler opiniões.